sábado, 17 de março de 2012

Autismo Breve Reflexão e Resumo do Método TEACCH

Autismo Breve Reflexão e Resumo do Método TEACCH
         Muitos Professores costumam dizer que não estão preparados para receber uma criança autista, e realmente não estão, como nenhum pai ou mãe estava preparado, mas a grande verdade é que se não amarmos o suficiente para buscarmos alternativas de ensino que nos faça conseguir lidar melhor com as situações que a vida nos reserva e que sobretudo nos torna pais e profissionais melhores melhor seria nem viver.
Hoje muitos sentem-se na obrigação de aceitar a inclusão, mas interiormente estão fechados para isso pq consideram-se pessoas normais e assim sendo consideram-se pessoas mais dignas, mais importantes, mais especiais.
         Acolher um aluno portador de necessidades especiais em nossa sala de aula não é apenas um cumprimento de lei, pois se assim for melhor seria que não fossem aceitos , assim os pouparia da vergonha de ter como mestre alguém que os exclui sob pretexto de não estar preparado para acolhê-lo ... E se porventura em seu ventre estivesse sendo gerado um autista ... Seu argumento seria o mesmo?
Um irmão, um sobrinho, um filho ... AUTISTA...
É apenas uma chamada à reflexão...
É preciso pensar nossa prática e olhar para inclusão de outra forma.

Gi Barbosa  Carvalho


 MÉTODO TEACCH

O programa Teacch (Treatment and Education ofAutistic and Related Communication Handicapped Children), que em português significa Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação, é um programa educacional e clínico com uma prática predominantemente psicopedagógica criado a partir de um projeto de pesquisa que buscou observar profundamente os comportamentos das crianças autistas em diferentes situações e frente a diferentes estímulos.

A divisão Teacch foi fundada em 1972 na Universidade da Carolina do Norte, EUA, pelo Dr. Eric Schopler et al. do departamento de psiquiatria dessa Universidade. As pesquisas do Dr. Schopler apontam algumas conclusões relativas às crianças autistas .

Em primeiro lugar, o autista é vítima de uma síndrome, e muitos dos seus distúrbios de comportamento podem ser modificados à medida que ele consegue expressar-se e entender o que se espera dele. Outro dado importante é que as crianças autistas

são mais responsivas às situações dirigidas que às livres e também respondem mais consistentemente aos estímulos visuais que aos estímulos auditivos.(') 0 método Teacch fundamenta-se em pressupostos da teoria comportrtamentol e da psicolingüística. Vamos esclarecer alguns pontos fundamentais da terapia Comportamental para a compreensão do modelo Teacch? Além de indicar, especificare definir operacional mente os comportamentos-alvo a serem trabalhados, o terapeuta do programa Teacch tem a possibilidade de desenvolver categorias de repertórios que permitem avaliar de maneira qualitativa aspectos da interação e organização do comportamento, bem como o curso do desenvolvimento individual em seus diferentes níveis . É imprescindível que o terapeuta manipule o ambiente do autista de maneira

que comportamentos indesejáveis desapareçam ou, pelo menos, sejam amenizados, e condutas adequadas recebam reforço positivo.

Passando para a área da psicolingüística, a prática Teacch fundamenta-se nessa teoria a partir da afirmação de que a imagem visual é geradora de comunicação. A linguagem, inicialmente não-verbal, sendo um sistema simbólico complexo, baseia-se na interiorização das experiências. Ao mesmo tempo que a linguagem não-verbal vai dando significados às ações e aos objetos, vai também consolidando a linguagem interior. 0 corpo vai incorporando significados através da "ação no mundo" enquanto desenvolve de maneiraprogressiva a comunicação - que pode ser oral, gestual, escrita etc. A linguagem, portanto, é o resultado da transformação da informação sensorial e motora em símbolos integrados significativamente. Na terapêutica psicopedagógica do método Teacch trabalha-se concomitantemente a linguagem receptiva e a expressiva. São utilizados estímulos visuais (fotos, figuras, cartões), estímulos

corporais (apontar, gestos, movimentos corporais) e estímulos audiocinestesicovisuais (som, palavra, movimentos associados às fotos) para buscar a linguagem oral ou uma comunicação alternativa .Por meio de cartões com fotos, desenhos, símbolos, palavra escrita ou objetos concretos em seqüência (p . ex ., potes, legos etc.), indicam-se visualmente as atividades que

serão desenvolvidas naquele dia na escola . Os sistemas de trabalho são programados individualmente e ensinados um a um pelo terapeuta . Quando a criança apresenta plena desenvoltura na realização de uma atividade (conduta adquirida), esta passa a fazer parte da rotina de forma sistemática

Experiência com o método Teacch

A prática da metodologia Teacch foi conhecida por meio de observações do trabalho realizado em uma instituição educacional brasileira e de entrevistas com os profissionais envolvidos nesse trabalho . A instituição atende pessoas carentes e é mantida por doações. Possui duas sedes, onde são atendidos por volta de SO crianças e jovens, sendo 12 residentes. Foi elaborado um programa pedagógico que segue os preceitos da pré-escola e do início do curso fundamental . Há também programas pré-profissionalizantes e de atividades devida diária que complementam o trabalho em sala de aula. A classe é, geralmente, composta por quatro alunos; há um professor e um assistente. Enquanto o professor ensina uma tarefa nova a um aluno, os outros trabalham sozinhos sob a supervisão do assistente. Estes profissionais não têm obrigatoriamente um curso superior ou especialização na área ; são treinados, num curso teórico-prático na própria escola. 0 professor ensina uma tarefa conduzindo as mãos do aluno e sempre utilizando os cartões como apoio visual . Aos poucos, direciona cada vez menos até que a criança consiga realizar a atividade sem ajuda, apenas sendo guiada pelos cartões. Além deste trabalho educacional, os profissionais com formação superior em musicoterapia, educação física e fonoaudiologia, vem desenvolvendo outros programas que são conjugados à rotina diária dos autistas. 0 trabalho fonoaudiológico compreende diferentes abordagens, escolhidas a partir da avaliação feita pela fonoaudióloga de cada criança . Além disso, a fonoaudióloga também avalia motricidade oral . A"aula de fono", como

é chamada, é sempre individualizada e abrange os aspectos linguagem e motricidade oral . 0 trabalho educacional do Teacch enfatiza mais a comunicação receptiva. Apesar de os princípios metodológicos do Teacch incluírem, além dos estímulos visuais, os estímulos corporais e audiocinestésicos para desenvolver comunicação, a fonoaudióloga declarou, em entrevista, que não utiliza aprendizado de linguagem de sinais porque acredita que o problema do autista não seja o mutismo ; o que ocorre é que ele não processa a informação via comunicação gestual (mesmo ela sendo de caráter visual), pois não consegue simbolizar. Isto é, o autista não tem capacidade cognitiva para entender o significado dos gestos, que são simbólicos e não representativos fiéis das palavras. As "aulas de fono" têm caráter diretivo, a verbalização é usada para dirigir e reforçar atividades e a postura da fonoaudióloga é formal e séria .

8 comentários:

  1. Oi Gi, é c/ lágrimas nos olhos que escrevo esse comentário. Sem te conhecer percebo que é uma pessoa iluminada, não porque vc envia as atividades, mas pelos seus comentários que mostra o quanto vc é humana, guerreira, e amiga. Em relação a esta matéria sobre o autismo, vivo os dois lados: o de mãe e de professora. Sou mãe do Thales e há alguns meses descobri que ele é portador do espectro autista. Ainda estou em fase de adaptação, sabe é muito difícil, pois quando seu filho nasce vc planeja toda uma vida, e de repente vc se vê c/ esta situação. No início vc pensa : minha vida acabou... Acabou que nada, está apenas começando uma luta p/ vc poder vencer as barreiras do preconceitos, que são muitas: olhares maudosos de pessoas, risos de outras, afastar crianças parecendo que seu filho é um bicho. Quantas vezes não deixei de ir a lugares por conta de tudo isso. Hj em dia luto p/ passar por tudo isso e vivencio o outro lado em que colegas de trabalho se escondem através de comentários como "Não tenho formação p/ trabalhar c/ necessidades especiais" e quando recebem um aluno assim o excluem, é muito triste... Obrigado por ser esta pessoa maravilhosa! Sou sua fã. Bjs, Berenice

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  2. Oi Gi caso vc tenha algo mais sobre o autismo meu e-mail é bere.c@ig.com.br. Obrigada, Bjs Berenice.

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  3. Olá Gi,
    a revista veja desta semana traz uma reportagem sobre as vantagens de se diagnosticar o mais cedo possível para que seja feito o tratamento adequado com equipe multidisciplinar. Dá algumas dicas para que os pais observem desde cedo alguns comportamentos de crianças autistas. Vale a pena conferir.

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  4. obrigada por compartilhar suas experiências .Que DEUS ilumine seus caminhos .bjs

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  5. Gosto bastante dessa publicações sobre educação especial,são muito esclarecedora.parabéns luciana1.alves@hotmail.com

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  6. Muito boa essa publicação, todos deveriam ler e refletir.. Atualmente, os professores podem sim, não estar preparados para atender crianças com necessidades especiais, mas já ta na hora de fazerem algo para mudar esse quadro e não ficarem esperando a preparação , já trabalhei com crianças especiais e também não estava preparada , mas fui atrás procurando dar o melhor de mim e acima de tudo incluí-la na sala de aula e não só fazer de conta que ela esta La... Quanto ao que essa mãe esta passando ,eu tenho Irma com necessidades especiais ,é bem como ela descreveu, mas como família temos que fazer a diferença ,lutar contra o preconceito, dar o direito a essa criança de ter uma vida digna como pessoa.... um abraço Gi...adoro suas matérias

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  7. Muito boa essa publicação, todos deveriam ler e refletir.. Atualmente, os professores podem sim, não estar preparados para atender crianças com necessidades especiais, mas já ta na hora de fazerem algo para mudar esse quadro e não ficarem esperando a preparação , já trabalhei com crianças especiais e também não estava preparada , mas fui atrás procurando dar o melhor de mim e acima de tudo incluí-la na sala de aula e não só fazer de conta que ela esta La... Quanto ao que essa mãe esta passando ,eu tenho Irma com necessidades especiais ,é bem como ela descreveu, mas como família temos que fazer a diferença ,lutar contra o preconceito, dar o direito a essa criança de ter uma vida digna como pessoa.... um abraço Gi...adoro suas matérias

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  8. Muito boa essa publicação, todos deveriam ler e refletir.. Atualmente, os professores podem sim, não estar preparados para atender crianças com necessidades especiais, mas já ta na hora de fazerem algo para mudar esse quadro e não ficarem esperando a preparação , já trabalhei com crianças especiais e também não estava preparada , mas fui atrás procurando dar o melhor de mim e acima de tudo incluí-la na sala de aula e não só fazer de conta que ela esta La... Quanto ao que essa mãe esta passando ,eu tenho Irma com necessidades especiais ,é bem como ela descreveu, mas como família temos que fazer a diferença ,lutar contra o preconceito, dar o direito a essa criança de ter uma vida digna como pessoa.... um abraço Gi...adoro suas matérias

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