segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Modelo de Relatório de Estágio Curricular Obrigatório Supervisionado

Relatório de Estágio


Este é apenas um modelo de relatório que poderá te nortear, contudo tenha em vista que é preciso seguir as recomendações de cada instituição de ensino, portanto fique atento(a) ao modelo de sua universidade e procure segui-lo fielmente.
Modelo de Relatório de Estágio Curricular Obrigatório Supervisionado

Modelo de Relatório de Estágio Curricular Obrigatório Supervisionado
Elaboração Gi Barbosa Carvalho

INTRODUÇÃO


O presente relatório é resultado do período de observação e docência no Estágio Curricular Obrigatório do 7° Semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia da ( NOME DA UNIVERSIDADE) , desenvolvido nos anos iniciais do Ensino Fundamental I e tem relação com às ações que envolvem a Docência com o objetivo de observar e analisar o processo de ensino e aprendizagem.

Segundo KRUG (2008) o estágio deve ser

[...] concebido como uma experiência, ou seja, como um conjunto de vivências significativas através das quais o estagiário identifica, seleciona, destaca os conhecimentos necessários e válidos para a atividade profissional.

Estágio este realizado na turma de 3° Ano ( NOME DA ESCOLA) localizada NA (NOME DA CIDADE E ESTADO ), atendendo X alunos durante 200 dias letivos em turmas de Educação Infantil e Fundamental I, tendo como missão apontada pelo Projeto Político Pedagógico a formação de alunos autônomos, conscientes de seu papel na sociedade.

Em atividades sequenciadas e sugeridas pela ( NOME DA UNIVERSIDADE) foi realizada a observação da instituição em todos os níveis dos anos iniciais do Ensino Fundamental presentes, sua rotina, e a análise de seu Projeto Político Pedagógico. Após observação foi elaborado o Projeto de Intervenção com tema escolhido pela estagiária a partir de apontamos da problemática pela professora regente e aplicado o projeto durante os 6 dias de estágio supervisionado.

Após aplicação do projeto no 3° Ano com 33 alunos  ( NOME DA ESCOLA) e  realização da Mostra de Estágio na ( NOME DA UNIVERSIDADE, CIDADE E ESTÁGIO)  seguiu-se neste relatório a sistematização das atividades que contribuíram para o processo de formação da estudante (NOME DO ESTUDANTE)



1 ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO: ORGANIZAÇÃO E CONTRIBUIÇÃO



O Estágio curricular obrigatório III nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, referente ao 7° semestre – do curso de Pedagogia da (NOME DA UNIVERSIDADE), realizado individualmente com atividades sequenciadas, com carga horária de 100 horas as quais serão cumpridas na ( NOME DA ESCOLA) no período vespertino na ( NOME DA CIDADE E ESTADO).

As atividades serão divididas da seguinte forma: Entrega de Carta de Apresentação, observação dos espaços da Educação Infantil, Elaboração de projeto de intervenção e aplicação de projeto. Na sequência acontecerá a mostra de estágio na ( NOME DA UNIVERSIDADE), culminando na elaboração de relatório de estágio para informar a sistematização das atividades o que possibilitará ao cursando confrontar teoria e prática a fim de obter melhor formação.



1.1 CARACTERIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO



A ( NOME E LOCALIZAÇÃO DA ESCOLA ) funciona nos turnos matutino e vespertino atendendo nos níveis de Educação Infantil ( crianças de 1 a 6 anos) e Ensino Fundamental I em turmas de 1° a 5° ano durante 200 dias letivos das 8 da manhã às 17 horas da tarde.

Sendo uma das escolas do Núcleo E ela é composta por 3 salas, 1 cantina , 3 banheiros (sendo um dos professores), uma secretaria e 1 pátio.

A (NOME DA ESCOLA ) tem como missão a formação de alunos autônomos, conscientes de seu papel na sociedade. A equipe diretiva e corpo docente compreendem a família como um dos agentes mais importantes neste processo de formação.

Sobre a história da instituição não se sabe o bastante uma vez que nada consta no Projeto Político da Escola sobre a mesma. Não se pode saber ao certo também sua data de fundação uma vez que o livro registro não foi encontrado. É sabido que a escola foi fundada há mais de 30 anos, contudo só foi encontrada a data de sua abertura pela receita através de pesquisa no site. Documento este anexado neste relatório e que traz como data de abertura 30/7/1997.

Importante salientar que o documento a que se teve acesso data do ano de 2007 e vem sofrendo alterações sem, contudo ter sido finalizado.

O trabalho pedagógico da escola é desenvolvido por 6 professoras e 1 auxiliar sendo 3 pedagogas e 4 em formação . Uma delas no penúltimo e outras 2° e 3° semestres. O trabalho dessas profissionais é desenvolvido em forma de Projetos que são definidos em encontros coletivos quinzenais pelos professores das 3 escolas que compõem o Núcleo de acordo com as dificuldades observadas em sala de aula. Os demais funcionários de apoio são 2 merendeiras, 2 zeladoras e 1 porteiro.

O trio diretivo é composto por 1 diretor, 1 vice diretora ( eleitos por voto direto) e 1 orientador que dirige os coletivos onde são definidas as propostas quinzenais de atividades.

A população atendida pela escola é carente e de acordo com o PPP formada por famílias numerosas e pais analfabetos, com alto nível de desemprego subsistindo da agricultura. Observa-se, contudo atualmente um perfil de comunidade diferente onde o comércio e o turismo veem sendo fortalecidos o que tem gerado emprego e modificado o perfil da localidade.

O Projeto Político Pedagógico da escola não apresenta proposta curricular, função social ou projetos. Encontrando-se deste modo incompleto, mas amparado por outros documentos, sendo um deles o regimento interno.


2 ROTINA OBSERVADA

Durante o estágio foi possível observar algumas rotinas na instituição como:

Horários de entrada, saída e lanche.

Os alunos entram e dirigem-se as salas de aula ou ao pátio onde aguardam o professor brincando. Na hora do lanche elas merendam, dia na sala, dia sentadas no pátio e em seguida definem suas próprias brincadeiras.

Em sala de aula a rotina é mais definida nos planos de aula em que aparecem os momentos de roda de conversa, chamada, leitura deleite etc...

A rotina é similar nas turmas de 2° e 3° ano, diferindo da turma de 1° ano na qual os alunos merendam na sala e permanecem nela lendo livros ou jogando com os colegas e a professora tendo ao final de cada aula a socialização e a música de despedida.

A rotina do trabalho da direção é definida por escala e fixada em mural, uma vez que um mesmo diretor e orientadora atende a 3 escolas, 1 delas em outra localidade.


3 REFERENCIALTEÓRICO


NOME DO PROJETO
( A argumentação abaixo tem base no projeto Alice no País das Maravilhas)



Introdução:

A ( NOME DA ESCOLA) almeja a formação de cidadãos críticos, reflexivos e conscientes de seu papel na sociedade. Diante disso coloca a necessidade de que os alunos compreendam o processo de leitura e escrita como algo prazeroso e que irá contribuir na sua formação enquanto ser humano pleno de direitos. Contudo a dificuldade no processo de apropriação da escrita bem como o desinteresse frente aos textos, livros e histórias escritas é apontada como uma das grandes dificuldades de se alcançar os objetivos propostos no PPP e nos planejamentos diários do professor.
No espaço escolar, fala-se muito em computadores, celulares, Tablets e outros aparelhos sem, contudo levar em consideração que os livros, sejam eles digitais ou escritos ultrapassam a barreira do tempo e continuam sendo essenciais em nossa caminhada. Em meio à toda esta parafernalha tecnológica os educandos vão deixando de perceber a importância do livro e da palavra escrita em nossas vidas.
Para ECO, ( 2010 ):
[...] tal qual a roda o livro é uma invenção consolidada, a ponto
de as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não terem como detê-lo. [...] Quem poderia afirmar, anos atrás, que não teríamos hoje computadores capazes de não ler os antigos
disquetes? E que, ao contrário, temos livros que sobrevivem há
mais de cinco séculos?
Portanto há de se perceber a necessidade de que os educandos consigam compreender o processo de apropriação da leitura e escrita como algo prazeroso e que o acompanhará pelo resto de seus dias e, para que este objetivo seja alcançado será preciso criar mecanismos que os faça apreciar a leitura e a escrita como forma de crescimento pessoal.
Tendo em vista estes pressupostos e partindo das observações em sala de aula propomos o (NOME DO PROJETO), com duração de 24 horas divididas em seis dias de regência efetiva a ser realizado com a turma de 3° ano do Fundamental II, na sala da professora ( NOME) ,  que através do clássico de Lewis Carroll Alice no País das Maravilhas e Alice no País dos Números de Carlos Frabetti, procurará colocar o aluno cada dia mais perto do universo da literatura   promovendo assim o encantamento  pela leitura  e a necessidade de apreciar a palavra escrita percebendo–a como algo presente no cotidiano e considerando-a essencial para nossas vidas.
Para SORRENTI, 1995 a história aquieta, serena,prende a atenção, informa, socializa, educa. Neste sentido, desejamos utilizar a leitura do clássico, Alice no País das Maravilhas, como fonte de prazer, de alegria, de encantamento, mas também como meio de interação entre os grupos, de construção de conhecimento.
O trabalho com o grande clássico será ressignificado no sentido de promover, a formação de leitores que compreendam o mundo em que vivem de forma crítica e que no ato de ler ou de ouvir as opiniões dos colegas se possa obter o conhecimento necessário para “interferir” no meio, a fim de, futuramente, transformar a realidade em que vive de modo a contribuir para a formação de uma sociedade mais justa, mais igualitária, grosso modo “uma país das maravilhas”. 



Breve resumo histórico

( A argumentação abaixo tem base no projeto Alice no País das Maravilhas)

Em 1862,durante um passeio no rio Tâmisa, o matemático e fotógrafo Charles Lutwidge Dodgson inventou uma história para entreter as três filhas DO AMIGO Henry George Liddell, utilizando como personagem principal uma das meninas, Alice, então com a idade de 10 anos. Três anos mais tarde, cedendo a um pedido de Alice Liddell, e com o pseudônimo de Lewis Carroll,escreve o livro que seria um dos grandes clássicos mundiais.
De acordo com Reheniglei REHEM 2011.
O autor acrescenta ao texto verbal algumas ilustrações feitas por ele mesmo e intitula a narrativa de Alice por baixo da terra (Alice’s Adventures Underground). Mais tarde, publicou o livro, com ilustrações de John Tenniel, com o novo título: Alice no País das Maravilhas (Alice’s Adventures in Wonderland).
Sobre esta parceria com Tenniel,  Carrol escreveu:

O sr. Tenniel é o único artista que desenhou para mim que se recusou resolutamente a usar um modelo, declarando que tinha tão pouca necessidade de um quanto eu de uma tabuada de multiplicar para resolver um problema matemático! Arrisco-me a pensar que estava errado e que, por falta de modelo, desenhou varias imagens de “Alice” completamente desproporcionais - cabeça evidentemente grande demais e pés evidentemente pequenos demais (CARROLL, 2002, p. 11).
Palavras que mostram claramente a insatisfação do autor em relação à forma como a personagem foi retratada pelo ilustrador, o que em nada desmereceu o clássico que chegou até o presente século com suas diversas adaptações e republicações de forma encantadora e digna de admiração.
Alice no País das Maravilhas, mostra com seus diversos e surpreendentes personagens como um excelente suporte ao professor em sala de aula, uma vez que permite a ele , explorando cada um dos elementos do conto aproximar-se do aluno de forma sutil de modo a compreender quais narrativas lhe chamaram atenção, quais personagens lhe pareceram agradáveis e como cada um consegue enxergar a história e suas inúmeras facetas de forma positiva, negativa ou neutra.
Carrol (2002) exibe o seguinte texto:
“Poderia me dizer, por favor, que caminho devo tomar para ir
embora daqui?” “Depende bastante de para onde quer ir”,
respondeu o Gato. “Não me importa muito para onde”, disse
Alice. “Então não importa que caminho tome”, disse o Gato
(CARROLL, 2002, p. 62-63).
Sabendo que caminhos seguir para amenizar os problemas outrora citados o trabalho pedagógico se tornará, de fato, mais eficaz e produtivo. Portanto, tendo em vista os objetivos doravante citados procurar-se-a servir de guia para o aluno de modo a mostrar-lhe o mundo de possibilidades e de vitórias que podem ser alcançadas através do caminho da leitura e encantamento da palavra escrita.

Objetivo Geral

Estabelecer relações entre os personagens da obra Alice no País das Maravilhas e o cenário atual brasileiro, contextualizando os temas e buscando a efetivação do senso crítico através de debates, análise e expressão de opiniões para melhor oportunizar o desenvolvimento das habilidades de leitura e produção textual.

Objetivos Específicos:

Ø  Criar o hábito e o apreço pela leitura e, com isso, despertar também o interesse pela escrita;
Ø   Identificar a relação entre as necessidades básicas do homem e o seu papel na sociedade.
Ø  Identificar as profissões existentes em seu ambiente familiar e escolar;
Ø  Desenvolver de habilidades de leitura e produção de textos 
Ø  Confeccionar cartazes;
Ø  Conhecer trechos do clássico da Literatura Mundial -Alice no País das Maravilhas;
Ø  Vivenciar, a partir de jogos e brincadeiras, laços de companheirismo e vínculos afetivos;
Ø  Respeitar regras próprias para participação de jogos;
Ø  Desenvolver a organização e autonomia para o trabalho individual, em dupla.
Ø  Ampliar a capacidade de produzir textos argumentativos construindo um estilo próprio de escrita.
Metodologias

A fim de promover a participação ativa dos educandos o Projeto Alice no País das Maravilhas - Caminhos da leitura e encantamento da palavra escrita propõem os seguintes procedimentos metodológicos:

Construção de cartazes
Decifração de Mensagens Secretas e códigos
Realização de ditados com diferentes técnicas
Produção de textos argumentativos
Leitura e construção de poesias
Propostas de jogos participativos
Montagem de Painéis
Rodas de conversa
Experiências científicas
Quadro de curiosidades
Jogos de baralhos com cartas gigantes


                                
REFERÊNCIAS

______. Alice. Edição digitalizada e remasterizada para iPad de Alice no País das Maravilhas, 3.01, 122 MB, inglês, selo Atomic Antelope, desenvolvedores Chris Stevens e Ben R

ECO, U. Carriére, J. C. Não contem com o fim do livro. Tradução André Telles, Rio de Janeiro: Record, 2010.

FRABETI, Carlo. Alice no País dos Números. São Paulo: Ática,2010.
  

4 INTERVENÇÃO NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Esta etapa diz respeito aos planos de aula desenvolvidos no estágio.

Estrutura do plano de aula:

Tema:
Turma:
Conteúdos:
Objetivos:
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Recursos:
Avaliação:


5 RELATO DA INTERVENÇÃO

A aplicação do Projeto de intervenção foi elaborado pela estagiária e aprovado pela professora regente.

Os planos de aula foram com foco na leitura e escrita, contudo não desconsiderando a Matemática, Ciências História de forma contextualizada.

A experiência foi desafiadora por conta da turma numerosa e das dificuldades encontradas no processo por conta do espaço pequeno, da indisciplina e trincamento das relações entre os alunos. Cada momento vivenciado na prática mostrou de forma potente a necessidade adentrar a sala de aula bem instrumentalizada e com cada passo planejado.

Os trabalhos em grupo foram mais desafiadores que o comum levando em consideração que os educandos queriam formar seus próprios grupos, hora de apenas dois, hora de 10 seguindo seus próprios critérios; excluindo dos grupos o considerado persona non grata ocasionando por diversas vezes choros, conflitos e inquietações.

As atividades propostas foram quase sempre recebidas com resistência, sobretudo as que envolviam apreciação de leitura e compreensão do texto lido, tendo em seguida, após insistência, o retorno esperado. O processo de produção de texto mostrou-se satisfatório e os educandos, após dois dias já estavam familiarizados com os personagens da história e produziam com certa satisfação, principalmente as produções levadas para casa. Produziam , quase sempre de modo coerente e em sua maioria demonstravam grande satisfação em ter seu texto lido e socializado, porém grande parte da turma não conseguia valorizar o trabalho do outro nem ouvir suas colocações, atentando cada um ao seu próprio interesse em detrimento aos interesses do grupo, tornando quase sempre o processo de socialização dos textos tumultuado.

Apesar das grandes dificuldades, principalmente no quesito disciplina, uma vez que os conflitos no momento do intervalo se intensificavam e a atenção precisava ser redobrada enxerga-se um lado positivo. Seja na birra de um aluno ou no comportamento inadequado do outro, continuamos acreditando que há muito que se absorver também das situações de conflito e elas de igual modo colaboraram para que as vivências fossem ainda mais significativas e enriquecedoras, afinal “escola é espaço de convivência”, e nem sempre de convivência pacífica.

O campo de Fundamental I é espaço de produção coletiva, de valorização do outro e de aprendizado diário, contudo é necessário que os educandos consigam compreender este processo de forma positiva e que a família consiga caminhar junto com a escola e apoiar o professor na jornada.

Enfim, o objetivo de conhecer a realidade escolar e aplicar um projeto de intervenção que viesse ao encontro da missão da escola foi nestes seis dias buscado incessantemente e o desejo de que as crianças pudessem encantar-se pela palavra escrita e apreciar a leitura, previamente alcançado, já que este é um processo contínuo e um problema que deve ser atacado de perto diária e exaustivamente.

A experiência foi de fato desafiadora, sendo também possível perceber que a prática e a teoria nem sempre conseguem caminhar juntas, contudo “o que será de nós professores se perdermos a esperança”. É preciso prosseguir tentando, traçando os objetivos e alcançando as metas sempre que possível e sem esmorecer.


6 MOSTRA DE ESTÁGIO



Durante a mostra de estágio foi possível perceber o enfoque dos colegas na área de Língua Portuguesa, principalmente em ações que pudessem contribuir para o desenvolvimento do aluno nas competências de leitura e escrita.

Pode-se ver que as intervenções permearam o campo da literatura com ações de valorização da literatura infantil, seja com contos de fada, fábulas, poesias, entre outros.

As estratégias utilizadas foram diversas, desde visitas à biblioteca, leitura e contação de histórias em sala e produções textuais até a utilização de jogos envolvendo ortografia e leitura de trechos de livros, bilhetes, cartinhas, etc...

As vivencias colocadas sobre o período de observação mostrou as dificuldades encontradas em sala de aula no que diz respeito à indisciplina, pouco interesse pela leitura e pela escrita, etc...

Uma das colegas explorou o tema ludicidade e discorreu sobre a importância de aprender brincando. observar a presença da literatura infantil também nestes projetos de intervenção.

Tendo em vista que:

[...] a formação deve estimular uma perspectiva crítico-reflexiva,que forneça aos professores os meios de um pensamento autônomo e que facilite as dinâmicas de auto formação participada. (NÓVOA, 1991, p.25).

A mostra de estágio foi um momento enriquecedor , e serviu para agregar conhecimentos , bem como reflexão sobre a prática.

Foi possível, através dos relatos conhecer diversas realidades e perceber a diversidade de cada sala de aula bem como os seus desafios constantes e diferenciados de localidade para localidade.


Considerações finais

Como posto está por Paulo Freire em seu livro Pedagogia da Esperança “Sem um mínimo de esperança não podemos sequer começar o embate”. E é por conta desta esperança que professores e professoras continuam incessantemente procurando desenvolver seu trabalho de forma, no mínimo, satisfatória frente ao cenário atual em que a rebeldia se institucionalizou. Um cenário em que o profissional é sempre martirizado e quase nunca apoiado ou amparado. Fica assim a mercê do sistema com salas super lotadas observando um campo de tragédia anunciada de mãos e pés atados.

Através do Estágio Curricular Obrigatório em Fundamental I foi possível não apenas observar o ambiente e a atuação do corpo de apoio, mas estar em contato direto com a realidade escolar, conhecer os elementos presentes na rotina da instituição, bem como a prática pedagógica de cada professor. Cada esforço empregado e os entraves da educação. Este contato possibilita ao estagiário que agregue conhecimentos que no futuro lhes servirão em sua própria prática, bem como reflita sobre as possíveis batalhas diárias que serão enfrentadas pós graduação.

Para Freire (1996):

... a educação é uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e/ou aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Dialética e contraditória, não poderia ser a educação só uma ou só a outra dessas coisas. Nem apenas reprodutora nem apenas desmascaradora da ideologia dominante.
O momento de prática em sala de aula durante o período de regência mostrou mais uma vez o quão necessário é que o professor consiga compreender-se também como um agente transformador da sociedade e como é essencial que trabalhe incansavelmente para que seu aluno tenha a mesma compreensão. Para que isso aconteça, é fundamental que o professor compreenda sim, que “a educação é uma forma de intervenção no mundo” e sendo assim continue criando meios de intervir e transformar a realidade em que vive primeiro fazendo intervenções na realidade do próprio espaço escolar que refletirá positivamente na vida de cada aluno e futuramente na sociedade como um todo.

Os objetivos traçados para cada aula puderam ser alcançados, após exaustivo planejamento, o que evidenciou a necessidade de que o professor esteja bem instrumentalizado para adentrar o ambiente escolar e desempenhar suas funções realizando um trabalho de competência verificando diariamente as dificuldades dos alunos e fazendo intervenções em seguida para resolução das problemáticas.
Enfim, o período de estágio não é apenas necessário, mas uma experiência enriquecedora, desafiadora que contribuirá de forma espantosa numa melhor formação do pedagogo.


REFERÊNCIAS:

______. Alice. Edição digitalizada e remasterizada para iPad de Alice no País das Maravilhas, 3.01, 122 MB, inglês, selo Atomic Antelope, desenvolvedores Chris Stevens e Ben R

Brasil, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) – Lei 9394/96, de
20 de dezembro de 1996

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : matemática /Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília : MEC/SEF, 1997

ECO, U. Carriére, J. C. Não contem com o fim do livro. Tradução André Telles, Rio de Janeiro: Record, 2010.
FRABETI, Carlo. Alice no País dos Números. São Paulo: Ática,2010.

FREIRE, Paulo. Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 1997.
_______. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 20
ed. São Paulo: Paz e Terra, 2001

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 21. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996

GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã. 4. Ed. São Paulo: Cortez, 1995.

REHEM, R. Aula 1: do pergaminho ao hipertexto. In: ENCONTRO NACIONAL
SOBRE HIPERTEXTO, Anais... III Belo Horizonte, CEFET, 2009. Artigo disponível
em: <www.ufpe.br/nehte/.../anais/a/aula-1.pdf>. Acesso em: 4 jul. 2011.

PIMENTA, Selma Garrido; LIMA, Maria Socorro Lucena. Estágio e docência. São Paulo: Cortez, 2008.
PIMENTA, Selma Garrido. O Estágio na Formação de Professores – Unidade Teoria e Prática?. São Paulo: Cortez, 2006


Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

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