quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Linda porta decorada com presépio em silhueta e porta retratos em formato de estrelas.

DECORAÇÃO DE PORTA DE ESCOLA PARA O NATAL ESPAÇO DO EDUCADOR IDEIA CRIATIVA

Olha que ideia fantástica para a decoração de porta de sala de aula com o tema Natal.

Samira Moura Leite  #PROFESSORACRIATIVA

NAS PALAVRAS DA PROFESSORA: 

Esta é a porta da minha sala de aula, decorada para o Natal.
Decoração a cargo da minha equipe de sala Dany DanyDany, Priscila Souza, Melissa Cruz e eu, professora. Um carinho em cada pedacinho.
Linda porta decorada com presépio em silhueta e porta retratos em formato de estrelas.
Passo a passo:

Pintura dos palitos feita pelos alunos e posterior montagem de porta retratos que foram preenchidos com as fotos  impressas deles e da equipe
Presépio montado com silhueta de José, Maria e o menino Jesus.
Foi também usado nele um pedaço de tecido tipo algodão cru e o telhadinho foi montado com pedaços de taboa (usado em esteiras antigas) que tinha na escolaCada estrela tem um luz de led , assim como no presépio.

Veja ainda:

Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A AFETIVIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM

Artigo sobre Afetividade no processo de aprendizagem Professor Marcos L. Souza

Sabemos que a afetividade já foi bastante estudada e considerada como um dos fatores na educação, pois é através das interações sociais que se constrói a aprendizagem. É primordial que o educador tenha uma postura de de mediador, estimulando o processo de aprendizagem desse sujeito em construção. Os sentimentos são um dos elementos que constituem o ser humano, de forma que não podem ser negligenciados de maneira alguma, pois fazem parte de suas habilidades e competências altamente valorizadas na atualidade. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ( Brasil,  1997), consta que uma educação de qualidade deve desenvolver as capacidades inter-relacionais, cognitivas, afetivas, éticas e estéticas, visando a construção do cidadão em todos os seus direitos e deveres. Verificou-se a necessidade de desenvolvimento de projetos escolares que contemple o trabalho das emoções.


A AFETIVIDADE NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM
A afetividade deveria ser a primeira preocupação dos educadores éticos, porque é um elemento que condiciona o comportamento, o caráter e a atividade cognitiva da criança. E o amor não é contrário ao conhecimento podendo tornar-se lucidez, necessidade e alegria de aprender. Quando se ama o mundo, esse amor ilumina e ajuda a revelá-lo e a descobri-lo ( SNYDERS ,1986).
Entende-se que a escola é a continuação do lar, na verdade há crianças que passam mais tempo na escola que com suas famílias, sendo que esta não pode se limitar a fornecer somente conhecimentos conceituais e curriculares, mas também contribuir para o desenvolvimento da personalidade de seus alunos em sua totalidade é um imprescindível papel do educador. A maior influência no processo escolar é exercida pelo professor que tem o papel de mediador “ Facilitador” e que precisa ter o conhecimento de como se dá o desenvolvimento emocional e comportamental da criança em todas as suas manifestações.

            Crescer é também estabelecer vínculos que não sejam somente vínculos de dependência. É no âmbito familiar a partir dos vínculos entre as pessoas destes primeiros convívios que se inicia a relação do ensinar e o aprender e que também se inicia o Alfabetizar. A base destas relações é vincular e afetiva, pois o bebê utiliza uma forma de comunicação emocional com um adulto para mobilizá-lo a ganhar os cuidados que necessita. Dessa forma o que sustenta a etapa inicial do processo de aprendizagem é o vínculo afetivo estabelecido entre a criança e o adulto (KLEIN 1996).Fernandez (1991), diz que a aprendizagem é repleta de afetividade, já que ocorre a partir das interações sociais, e nos diz ainda que, aprendizagem é uma mudança comportamental resultante da experiência, é uma forma de adaptação ao meio onde esse indivíduo está inserido.
O afeto é essencial para o funcionamento equilibrado do nosso corpo nos dando confiança, coragem, motivação, interesse, além de tornar mais fácil a socialização. A criança precisa sentir-se segura para poder desenvolver seu aprendizado, e é necessário que o professor tenha consciência de como seus atos são extremamente significativos nesse processo, porque essa relação aluno-professor é permeada de afeto, e as emoções são estruturantes da inteligência do indivíduo (WALLON, (1995).
Freire (1997), afirma a importância dos componentes afetivos na construção do conhecimento. Ele diz que devemos evitar o medo dos nossos sentimentos, de nossas emoções, de nossos desejos e o medo de que esses ponham a perder nossa cientificidade; diz ainda que, o que sabemos, sabemos com o corpo inteiro, com a mente, com os sentimentos, com a intuição e com as emoções. A afetividade constitui um fator muito importante no processo de desenvolvimento humano, e é na relação com o outro, por meio desse outro, que o indivíduo poderá se delimitar como pessoa e manter o processo em permanente construção.
Importantes teóricos da Psicologia e Educação, a exemplo de Vigotsky ,Wallon, Piaget, entre outros, produziram conhecimentos relevantes acerca da afetividade como parte integrante na constituição do sujeito. Conforme Galvão (2004), o teórico Henri Wallon trouxe uma respeitosa contribuição não só para os estudos de aprendizagem, mas também para o entendimento da dinâmica vivencial do ser humano no processo de constituição da sua personalidade.
Wallon (1995), desenvolveu seus estudos sobre afetividade em uma teoria baseada numa perspectiva histórico-cultural, afirmando em sua teoria da Psicogênese da Pessoa Completa, que a dimensão afetiva, ao longo de todo o desenvolvimento do indivíduo, tem um papel fundamental para a construção da pessoa e do conhecimento. Foi também o primeiro teórico a abordar especificamente as emoções dentro da sala de aula, e ver os conflitos com uma visão positiva, assim como pontuar questões referentes à importância dos movimentos corporais da criança neste contexto.
Este autor definiu muito bem a diferença entre emoção e afetividade, conceituando emoção como elemento mediador entre o orgânico e o psíquico. Desta forma compreende-se a emoção como o primeiro forte vínculo da criança com o mundo, assim como uma forma de expressão adaptativa com o seu meio. Já a afetividade corresponde a um momento mais tardio do desenvolvimento, sendo este marcado por elementos subjetivos que moldam a qualidade das relações com sujeitos e objetos. Logo, pode-se dizer que a afetividade sinaliza a entrada da criança no universo simbólico, proporcionando também a origem da atividade cognitiva. Segundo ele, afetividade refere-se à capacidade, à disposição do ser humano de ser afetado pelo mundo externo/interno por sensações ligadas a tonalidades agradáveis ou desagradáveis. Ser afetado é reagir com atividades internas/externas que a situação desperta.
E a visão dualista do homem enquanto corpo/mente, matéria/espírito, afeto/cognição, têm dificultado a compreensão das relações entre ensino e aprendizagem e da própria totalidade, sendo que se faz necessário conhecê-la melhor.
Contribuições de Henri Wallon para a educação

Para esse autor, o termo afetividade corresponde às primeiras expressões de sofrimento e de prazer que a criança experimenta, sendo essas manifestações de tonalidades afetivas ainda em estágio primitivo, de base orgânica. Ao se desenvolver, a afetividade passa a ser fortemente influenciada pela ação do meio ambiente, tanto que este autor defende uma evolução progressiva da afetividade, cujas manifestações vão se distanciando da base orgânica, e tornando-se cada vez mais relacionadas ao social (WALLON, 1941/2007).
Wallon (1995), diz ainda que a constituição biológica da criança, ao nascer, não será a única lei de seu destino, ela passará pelas transformações das circunstâncias da vida e também das suas escolhas pessoais. Ou seja, o desenvolvimento humano não depende apenas do potencial herdado geneticamente, mas o meio onde ele está inserido poderá desencadear modificações genotípicas. Ele também afirma que as emoções aparecem desde o nascimento do indivíduo, e são a exteriorização da afetividade e a expressão corporal e motora. Tem um poder plástico e contagioso e são os primeiros contatos com o mundo físico.
Esse importante teórico da área da educação propôs grandes contribuições estruturais no sistema educacional francês, apontando três momentos marcantes e sucessivos na evolução da afetividade: a emoção, os sentimentos e a paixão; os quais resultam de fatores orgânicos e sociais e correspondem a configurações diferentes. Na emoção, há o predomínio da ativação fisiológica; no sentimento, ativação representacional e na paixão a ativação do autocontrole. Emoções são sistemas de atitudes reveladas pelo tônus muscular, são altamente orgânicas, alteram a respiração e os batimentos cardíacos. A emoção dá rapidez às respostas do organismo, para fugir ou atacar quando não há tempo para pensar; ela é apta para suscitar reflexos condicionados. Ela estimula mudanças que tendem a diminuí-la ao propiciar o desenvolvimento cognitivo; e atitude é a combinação entre o nível de tensão muscular e a intenção.
O autor afirma que o estudo da criança exige o estudo do meio em que ela se desenvolve, e esse meio deverá corresponder às suas necessidades e as suas aptidões sensório-motoras e posteriormente psicomotoras.
Para ele, os sentimentos correspondem à expressão representacional da afetividade, não implicando em reações diretas e instantâneas como nas emoções; opõem-se ao arrebatamento, tendem a reprimir e impor controle para quebrar sua potência. Os sentimentos são manifestações mais evoluídas e aparecem mais tarde na criança quando se inicia as representações. Quando adultos os indivíduos tem maiores recursos de expressão porque primeiro observam, refletem antes de agir, sabem onde, como e quando se expressar (WALLON, 1941/2007).
O estudo do processo da aprendizagem na teoria de Wallon (1995), é dividido  em conjuntos ou domínios funcionais para explicar didaticamente o que é inseparável,  a pessoa. São divididos em etapas do desenvolvimento do psiquismo humano. Esses domínios são: os da afetividade, do ato motor, do conhecimento e da pessoa.
- O conjunto afetivo são as funções responsáveis pelas emoções, sentimentos e pela paixão.
- O conjunto ato motor oferece a possibilidade de deslocamento do corpo no tempo e no espaço, as reações corporais que garantem o equilíbrio corporal, bem como o apoio tônico para as emoções e os sentimentos se expressarem.
- O conjunto cognitivo oferece um conjunto de funções que permite a aquisição e a manutenção do conhecimento por meio de imagens, noções, idéias e representações.
- O conjunto funcional - a pessoa- expressa a integração em todas as suas inúmeras possibilidades.
Todos os conjuntos inicialmente se revelam de uma forma nebulosa, global, difusa, sem distinção das relações que as unem, mas em cada estágio um dos conjuntos predomina, ficando mais evidenciado, embora os outros também estejam presentes numa relação complementar.
Os estágios são: impulsivo-emocional, sensório-motor e projetivo, personalismo, categorial, puberdade e adolescência. Em cada um desses estágios de desenvolvimento há uma alternância de movimentos ou direções.
Nos estágios impulsivo-emocional (0 a 1 ano), no personalismo (3 a 6 anos), na puberdade e adolescência (11 anos em diante), a direção do movimento é para dentro, para o conhecimento de si, o predomínio é afetivo.
Nos estágios sensório-motor, e projetivo (1 a 3 anos) e no categorial (6 a 11 anos), o movimento é para fora, para o conhecimento do mundo exterior e o predomínio é do cognitivo.
Embora nessa teoria o desenvolvimento seja descrito até a adolescência, esse processo não termina nessa etapa da evolução humana, porque a constituição do “eu” é um processo que jamais acaba, perdurando por toda a vida. Somos seres Inacabados “ Paulo Freire”.

Relação Aluno-Professor

Fernández (1991), diz que é no decorrer do desenvolvimento que os vínculos afetivos vão se ampliando na figura do professor e na importante relação de ensino e aprendizagem na época escolar. Diz também, que para haver aprendizagem é necessário que haja no mínimo dois personagens, o ensinante e o aprendente. Nessa relação é necessário confiança, pois não aprendemos de qualquer um, mas aprendemos daquele a quem outorgamos o direito de ensinar.
O papel do professor é de mediador do conhecimento, é a ponte para facilitar o aprendizado. Queira ou não, ele é um modelo na sua forma de expressar valores, resolver conflitos, comunicar-se; na forma de ouvir, falar e de relacionar-se com os outros professores e com os alunos. E a forma como o professor se relaciona com o aluno se reflete nas relações do aluno com o conhecimento e na relação aluno-aluno. Nessa relação há um antagonismo entre emoção e atividade intelectual que Wallon chama de antagonismo de bloqueio, ele também diz que quando não são satisfeitas as necessidades afetivas, estas resultam em barreiras para o processo ensino-aprendizagem e, portanto, para o desenvolvimento, tanto do aluno como do professor e que esses conflitos são essenciais ao desenvolvimento da personalidade (WALLON, 1995).
Almeida (2001), refere que essa natureza antagônica da relação aluno-professor oferece riquíssimas possibilidades de crescimento e que o conflito faz parte da natureza, da vida das espécies, porque somente ele é capaz de romper estruturas prefixadas, limites predefinidos e atingir os planos sociais, morais, intelectuais e orgânicos.
O educador do século XXI necessita ter competências e habilidades para perceber e intervir em situações que envolvam conflitos e crises emocionais, o educador deve ter consciência do poder do contágio emocional entre as crianças e atuar nessas situações, promovendo intervenções que possam ser administradas de forma significativa e, possivelmente, benéfica para o grupo.
Há uma necessidade urgente de renovação dos processos de ensino-aprendizagem que devem levar em conta a renovação também das estruturas organizacionais. É necessário construir estratégias que gere, tanto na sala de aula como na escola, um clima de segurança, confiança e respeito a individualidade de cada indivíduo que, por consequência, trará liberdade de expressão emocional, física e criativa. Escolas não são edifícios, escolas são pessoas “ José Pacheco”.  A aprendizagem está intimamente ligada a transformações sociais e a comunidade deve se ater ao seu papel crucial dentro da escola, porque sem a participação da mesma, não haverá mudanças sociais e nem aprendizado.
Aprender a conviver em sociedade é um dos objetivos da educação escolar. Para isso, é necessário ensinar a conciliar a relação igualdade e diferença, paz e violência, aceitação e preconceito, sendo que esse processo exigirá dos professores uma postura democrática e não autoritária onde trabalha a criatividade e liberdade de expressão, que são contrários ao modelo atual onde é esperado o mesmo comportamento para todos, como se fosse possível colocar uniformes no interior dos alunos.  Até mesmo o modelo de avaliação da aprendizagem deve ser revisto, pois não aprendemos da mesma forma e não nos comunicamos no mesmo nível de linguagem, o que não quer dizer que não somos capazes de aprender, mas sim que todo ser humano é único.
Vygotsky e Wallon (1992), afirmam que a relação afetividade-inteligência possui um caráter social e fundamental para todo o processo de desenvolvimento do ser humano. E cabe ao educador integrar o que amamos com o que pensamos, trabalhando razão e emoção. De modo que todo indivíduo tenha condições de usar tanto a razão quanto os sentimentos, e aprenda a conhecer-se a si mesmo e a seus semelhantes.
O professor é o único no mundo que tem nas mãos a argila com a qual se moldará o amanhã.Antunes (2002).

Texto Prof Marcos L Souza

Psicopedagogo – Historiador – Escritor 


Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

domingo, 19 de novembro de 2017

Campos de Experiência Educação Infantil Base Nacional Comum Curricular

Base Nacional Comum Curricular Campos de Experiência Educação Infantil 


Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e as brincadeiras, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiência constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte de patrimônio cultural.
Campos de Experiência Educação Infantil Base Nacional Comum Curricular

 A definição e denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de experiências em que se organiza a BNCC são:

O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identificando-se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciprocidade e de interdependência com o meio. Por sua vez, no contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas, que geralmente ocorre na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para as crianças ampliarem o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizarem sua identidade, respeitarem os outros e reconhecerem as diferenças que nos constituem como seres humanos.

Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa 37 EDUCAÇÃO INFANTIL corporeidade. Por meio das diferentes linguagens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e reconhecem com o corpo suas sensações, funções corporais e, nos seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na Educação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das práticas pedagó- gicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar precisa promover oportunidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.).

Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifesta- ções artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou culturais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modelagens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a participação das crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo que elas se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas experiências e vivências artísticas.

Oralidade e escrita – A Educação Infantil é a etapa em que as crianças estão se apropriando da língua oral e, por meio de variadas situa- ções nas quais podem falar e ouvir, vão ampliando e enriquecendo seus recursos de expressão e de compreensão, seu vocabulário, o que possibilita a internalização de estruturas linguísticas mais complexas. Ouvir a leitura de textos pelo professor é uma das possibilidades mais  ricas de desenvolvimento da oralidade, pelo incentivo à escuta atenta, pela formulação de perguntas e respostas, de questionamentos, pelo convívio com novas palavras e novas estruturas sintáticas, além de se constituir em alternativa para introduzir a criança no universo da escrita. Desde cedo, a criança manifesta desejo de se apropriar da leitura e da escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reconhecendo diferentes usos sociais da escrita, gêneros, suportes e portadores. Sobretudo a presença da literatura infantil na Educação Infantil introduz a criança na escrita: além do desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imaginação e da ampliação do conhecimento de mundo, a leitura de histórias, contos, fábulas, poemas e cordéis, entre outros, realizada pelo professor, o mediador entre os textos e as crianças, propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a diferenciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse convívio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como representação da oralidade.

 Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes tipos de materiais e as possibilidades de sua manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas pessoas; quais suas tradições e costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem, ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas, conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, a Educação Infantil precisa promover interações e brincadeiras nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano.

LEIA NA ÍNTEGRA A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR


Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Dicas de Atividades com massinha de modelar

Educação Infantil Atividades com massinha de modelar


Mais uma LIVE em nosso Grupo Professores da Educação Infantil. Hoje deixamos dicas de como trabalhar com massinha de modelar. Assista e inscreva-se no canal para receber novos vídeos com outras dicas.

Dicas de Atividades com  massinha de modelar
O Texto base você pode ler cá no site em

Benefícios do Uso da Massinha de Modelar no Desenvolvimento de Habilidades na Educação Infantil



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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Forminhas para brincadeira com Massinha de Modelar

Super Dica Brinquedo Educativo 

A massinha de modelar auxilia de forma potencial no desenvolvimento da motricidade fina da criança. No momento em que manipula e modela ela utiliza músculos pequenos das mãos enquanto aperta,belisca,puxa, etc...
O Produto que vamos apresentar hoje , além de despertar o interesse da criança para brincar com este material, dará ao professor oportunidade de introduzir os mais diversos temas em sala de aula e contextualizá-los de forma super divertida.
As forminhas para brincar de massinha são a febre do momento e as crianças simplesmente amam criar bichinhos que podem ser personagens da próxima construção coletiva de história ou uma forma de fixar um conteúdo, como por exemplo tipos de animais.
Forminhas para brincadeira com Massinha de Modelar

A CRIATIVA & COMPANHIA BRINQUEDOS ESTÁ COM KITS SUPER BARATINHOS PARA PRONTA ENTREGA.
Você pode comprar  pelo Pag Seguro no ( boleto, cartão de crédito ou débito) visitando a LOJA VIRTUAL CRIATIVA & COMPANHIA BRINQUEDOS ou entrar em contato pelo telefone e tratar com a equipe

Achei super em conta o Sacolão com 7 kits. por 59,99, sendo que cada kit sai por 8.57 só no sacolão.
Bryan Bryan

As forminhas são maravilhosas e a equipe tem kits baratinhos de até 150 forminhas.

Kit com 50 Forminhas 10,00
Kit com 100 Forminhas 20,00
Kit com 150 Forminhas 30,00

Eles oferecem também letras e números pra o trabalho com formação de palavras, número e quantidade com material concreto, etc

Kit com 200 letras e números 15,00

Mas o que eu achei mega interessante são os kits com brinquedos super baratinhos que podemos aproveitar para presentear  nossas crianças em datas especiais.
Kit com 30 dinossauros 10,00
Kit com 60 animais da selva 15,00 Kit com 25 panelinhas 10,00
Kit com 25 Forminhas de praia 10,00
Kit com 10 fusquinhas 10,00


Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

domingo, 12 de novembro de 2017

MÚSICA – UMA POTENTE FERRAMENTA DE ENSINO

Artigo sobre Musica no espaço escolar

Por Claudia Freitas JUNGBLUT

RESUMO:A utilização da música no ambiente escolar traz imensos benefícios para o educando em várias áreas. O aumento das habilidades de concentração, memorização, participação e desenvolvimento pedagógico, podem ser potencializadas com a utilização da música em suas diversas formas. Observamos que a melhora no desenvolvimento socioafetivo, também pode ser influenciada pela utilização da musicalização dentro do ambiente escolar. A música em suas várias formas é uma das mais eficientes ferramentas para resolver questões de aprendizado, quando todo o resto falha.
             As disciplinas curriculares podem se utilizar da música como forma de despertar o interesse, de promover a união e, apresentar novas formas de ensino-aprendizagem que trazem maior interesse dos alunos aos temas abordados.
             A educação infantil sendo o princípio de toda uma jornada, possui um enorme potencial para promover o desenvolvimento cerebral e social, encaminhando para os próximos níveis educacionais, pessoas com capacidades mais desenvolvidas e prontas para a melhor assimilação pedagógica, bem como maior inteligência emocional para que os alunos lidem melhor com os desafios cotidianos durante toda a sua jornada de vida. Para isso, a música está para a educação como uma chave que pode abrir portas para lugares antes não explorados, sendo que ela é uma arte de grande aceitação.
              As ferramentas para a utilização da música nas escolas, da musicalização infantil já são bastante pesquisadas e os benefícios são comprovados e acontecem em um curto espaço de tempo. Saber como se utilizar desta ferramenta poderosa é o grande segredo para o sucesso da musicalização infantil.
 PALAVRAS-CHAVES:Musicalização. Educação. Infantil. Música. Escola.
Fonte da Imagem: Family Continuum



 A música como instrumento de aprendizagem.
O ser humano é um ser criativo em essência. É de grande importância que se alimente essa criatividade desde a mais tenra idade e, uma das formas que apresenta excelentes resultados é a musicalização infantil dentro do sistema educacional. Ressaltamos que não deve ser confundida a recreação musical com a musicalização. Na recreação musical não se traça planos com objetivos de alcançar desenvolvimento de conhecimentos na área musical, apenas utiliza-se o tempo como recreação, cantando algumas músicas infantis, com o propósito de entreter, alegrar e fortalecer vínculos. A musicalização traça caminhos para se trabalhar parâmetros sonoros, pausas, intensidade do som, classificação e movimentos sonoros e rítmicos bem como a capacidade de ouvir e distinguir tipos de grupos instrumentais.
Infelizmente a realidade brasileira não permite que cada escola tenha o seu professor de música, para que a musicalização tenha um aproveitamento com maior excelência, o que nos colocaria num plano ideal. Por este motivo, o indicado é que os professores que trabalharão a musicalização infantil nas escolas, procurem materiais e cursos específicos para entenderem melhor a profundidade e o alcance que um bom trabalho de musicalização imprime à vida de cada aluno que vivencia uma boa educação musical, ainda mais na primeira infância.
 O professor que trabalha com musicalização deve imprimir um olhar diferenciado para cada um de seus alunos, para adequar mais sensivelmente as canções, instrumentos e materiais que serão utilizados, sem perder o objetivo traçado. A música proporciona diferentes formas de expressão e quando alguma dificuldade específica é percebida, o professor deve procurar atuar junto com outros profissionais da escola e com a família, para que tais limitações sejam superadas.
Os cuidados com timbres explorados devem ser levados em consideração, pois até os dois anos de idade, o aparelho auditivo do ser humano ainda está em formação e nos berçários da educação infantil pode-se fornecer as primeiras referências sonoras para as crianças, que devem ser agradáveis e não ferir seus ouvidos com sons muito intensos ou altos, para que essa primeira referência produza impressões positivas.
A música estimula a utilização dos sentidos, colaborando no processo de ensino-aprendizagem, independente dos instrumentos utilizados ou o estilo aplicado, promovendo um aumento nas capacidades de compreensão, assimilação, criação, descrição, representação, observação e concentração tanto de quem ouve quanto de quem toca.
Grande parte da nossa manifestação cultural se dá através da música e ela faz fluir nossa capacidade de expressão que, quando estimulada desde cedo se torna uma habilidade importante em todas as etapas de desenvolvimento acadêmico e da vida como um todo.
Através da utilização de diversos instrumentos em sala de aula, observa-se o aumento da criatividade e de habilidades as vezes desconhecidas quanto à criação musical, e tais habilidades serão utilizadas muito além da disciplina de música, estendendo seus benefícios na aprendizagem de outras disciplinas evidenciando o aumento cognitivo e da percepção tempero-espacial bem como no nível de concentração, importantes para o desenvolvimento pedagógico em suas várias fases.
Os benefícios da música na escola, incluem mais interação e cooperação entre os discentes, identificando gostos e interesses em comum, ajudando na formação de grupos afins, o que promove a desinibição de crianças mais tímidas ou com dificuldades de relacionamentos. Também contribui para minimizar os processos de assédio moral (bulliing) dentro do ambiente escolar, pois alimenta a sensação de pertencimento quando um grupo se forma por compartilhar dos mesmos gostos. A música ajuda muito nesse aspecto, diminuindo a agressividade, o isolamento e a timidez.
Alguns professores utilizam a música no intuito de engajar seus alunos, apostando na renovação da relação entre professores e estudantes, tornando a disciplina mais atraente, pois a música tem a vantagem de despertar a atenção dos alunos, trazendo mais foco e concentração durante a explanação do tema, atraindo mais participação no processo de aprendizado, priorizando a horizontalidade das relações entre educadores e educandos.

A utilização como ferramenta multidisciplinar
Todo o aluno com ouvido treinado, que tenha desenvolvido sua capacidade de observação e atenção para as letras das músicas, aquelas aplicadas com objetivos criativos para interpretação e exposição de emoções, pensamentos, ideias e poesias, poderá tornar-se um bom leitor e interprete de textos no futuro.
As oficinas de música e instrumentalização para os estudantes, a utilização de letras nas interpretações de textos em sala de aula, são formas de aguçar a curiosidade, criatividade e sensibilidade, aumentando a integração entre os alunos tanto em sala quanto no ambiente da escola como um todo.
Desta forma, a música se torna uma fonte de conteúdo para ser utilizada, observando-se sempre a qualidade da obra abordada, onde os professores possam explorar o significado de tais letras, abordando novos conceitos, vocabulário, metáforas, rimas, e até trabalhando a criatividade através da paródia, que respeita o ritmo, a divisão silábica, acentuação e melodia, no entanto propõe criatividade e ampliação do vocabulário e raciocínio lógico.
Cabe ao educador a escolha da obra a ser abordada em classe, utilizando as músicas escolhidas como fonte de conteúdo com objetivos pedagógicos, e podem ser o princípio de conversas sobre política, cultura, sociedade, relações interpessoais, ecologia, emoções e aspirações. A escolha da obra utilizada deve passar pela análise do professor e deve ser escolhida levando-se em consideração o potencial de aprendizado contidas em si, bem como sua adequação para o tema, idade e discussão que será proposta.
Através do estudo de artistas e bandas, gêneros e épocas musicais, podemos descobrir alguns objetos de estudo para disciplinas como Língua Estrangeira, História e Geografia, pois a música possui contexto social e temporal onde é inserida. Abrangemos ainda estudos sobre folclore, regionalismos, biografias, cultura regional e movimentos políticos e sociais.
A música pode criar novas conexões entre temas de estudo, disciplinas e discussões, apontando novas ideias, opiniões e acontecimentos, dando nova dimensão aos temas estudados.
Quando bem orientado, o estudo da obra abordada, pode dar maior noção de acontecimentos de épocas, trazendo a arte para um contexto mais plausível, expondo passagens temporais de uma forma mais palatável e realista para alunos que não vivenciaram determinados movimentos políticos e sociais através dos tempos, fazendo com que o assunto abordado tenha maior interesse e traga mais proximidade e interesse pelo tema.
Estudos relacionam o desenvolvimento de algumas habilidades musicais ao raciocínio matemático, pois as partituras e sistemas de cifras utilizados tanto nas composições eruditas quanto nas populares, possuem verdadeiras equações matemáticas e aí envolvemos as escalas, tríades, coerências, adequação de tonalidade, repetições, padrões harmônicos e melódicos e essa estrutura composta de padrões desenvolve as habilidades para o aprendizado da matemática,  que utilizando estruturas de estilo e lógica de sentido contribuem para o aprendizado de raciocínio lógicos fundamentais para o desenvolvimento da aprendizagem de fórmulas entre outros fundamentos matemáticos.
A escolha de um instrumento ou um estilo musical, pode ser aplicada no desenvolvimento da individualidade de cada um, estimulando a autonomia e escolhas acadêmicas durante o processo pedagógico e mais tarde em suas escolhas profissionais. Quando o mundo musical envolve as crianças como ouvintes ou produtores de música, se observa um desenvolvimento mais assertivo em relação as suas vontades e autoconhecimento, desenvolvendo sua individualidade e gostos pessoais.
A inovação, imaginação e criatividade devem estar presentes no raciocínio e no cotidiano dos alunos que são indivíduos em formação, independente da área acadêmica e profissional que será seguida no futuro sendo que a música beneficia a exploração destes lados tão necessários para a vida de todos, pois vivemos em uma sociedade que valoriza mentes despertas, inovadoras e que pensam diferenciadamente e abrem novas perspectivas. Como a música expõe os alunos ao diferente, serve como convite a criar novas teses e novas formas de explorar suas próprias habilidades.

Papel da música no processo de aprendizagem
A música pode ter papel muito importante no desenvolvimento de vários aspectos individuais e sociais do aluno, trabalhando aspectos psicomotores e cognitivos, de linguística e socioafetivos, bem como no auxílio no desenvolvimento da sensibilidade, do ritmo, da criatividade, do imaginário, da concentração e da memória. Também pode ser uma alternativa para tornar o processo de aprendizado em um modo mais lúdico de se conhecer coisas novas e diferentes, podendo a música ser adaptada ao ensino de determinadas matérias para o incentivo a concentração, curiosidade e descontração que são pouco observadas em ambientes escolares, o que transforma a música em um caminho diferente e prazeroso de ensinar e aprender.
A música proporciona momentos de socialização, trazendo benefícios como momentos de descontração, fazendo com que os alunos dancem e cantem, perdendo a timidez e se divertindo com os colegas, o que e por muitas vezes se torna o momento favorito dos alunos em sala de aula.
Os alunos que possuem música em sua rotina tem sua capacidade de concentração e memória aumentadas, facilitando a sua passagem pelo processo de alfabetização, desenvolvimento e compreensão de textos e raciocínios matemáticos.
A música possui a capacidade de ativar e desenvolver uma parte do nosso cérebro que não é ativada quando aprendemos disciplinas tradicionais. Para se compreender e sentir a mensagem de uma música, é preciso desenvolver mais partes do cérebro que são acionadas ao mesmo tempo. A atenção deve ser dividida com melodia, ritmo, velocidade, letra e mensagem e ainda a emoção transmitida pelo somatório destes vários elementos utilizados simultaneamente. Quando falamos de pessoas que participam ativamente da produção da música, tocando algum instrumento, acrescenta-se aí o controle muscular e a capacidade de estar em sintonia com outros participantes, ouvindo e acompanhando precisamente todas as partes envolvidas na produção de uma obra musical. Todo esse envolvimento cerebral e físico proporciona um aumento em seu desempenho e disposição para aprender, melhorando a assimilação de outras disciplinas.
A aula de música possui algumas maneiras de ser aplicada. Pode ser através da utilização de instrumentos melódicos, harmônicos ou percussivos. Para isto é necessário que alguém toque um instrumento e conduza os alunos em outros instrumentos para que todos estejam sintonizados no mesmo compasso e momento da canção, mas também pode ser aplicada como momento de reflexão, onde a turma se reúne para escutar concentradamente uma música para estudar seu conteúdo e debate-lo posteriormente. Essas são algumas formas de se introduzir a música na rotina das crianças.
“A criança, na escola, é um potencial de qualidades e defeitos inerentes a cada ser humano e influenciável por estímulos ambientais. Ajudá-las a crescer consiste em facilitar a eclosão e evolução destas qualidades consideradas boas e neutralizar e anular as más tendências(...) Compete ao professor evitar a dispersão dessa energia, aproveitando o prazer que emana de toda essa atividade, coordenar e disciplinar, com proveito, por meio da música.” (JANNIBELLI, 1980, p 27)

Musicalizar é tornar a criança sensível e receptivas aos sons. Tornar possível o contato com seu mundo interior dando uma apreciação afetiva e criativa aos sons cotidianos que a envolvem. Na maior parte das vezes a musicalização infantil é feita de forma bastante intuitiva e com grande incentivo à participação das crianças de forma criativa quando se toca uma canção em sala de aula, deixando a participação e criatividade livres para serem expressadas da forma como aquele som é percebido internamente pelos alunos individualmente. Neste momento aflora a vivência musical estimulada em casa mesclando-se com os trabalhos feitos em classe. É de suma importância a apreciação positiva das manifestações que afloram durante as aulas de música, tanto na criatividade quanto na manifestação coreográfica da interpretação da obra em estudo.

Objetivos para a percepção dos fundamentos musicais
A percepção sensorial e motora das crianças deve ser trabalhada através do ritmo e dos movimentos corporais. A harmonia contribui para a sociabilização do grupo que vem com a necessidade de executar a obra dentro de um interesse comum a todos e a melodia ajuda a desenvolver a fala, a rapidez de raciocínio e o poder de concentração, e pode servir como ferramenta para aumentar o vocabulário desde que a música escolhida tenha um vocabulário adequado para tal função.
              Para se ouvir música, depende-se dos cincos sentidos humanos que são estimulados pela assimilação dos elementos sonoros e rítmicos e ao se explorar som, ritmo, harmonia, melodia e movimento se dará a descoberta da riqueza de sons e movimentos produzidos a partir do corpo de cada um.
              Ao longo do processo de musicalização acontece uma sofisticação na atividade criadora musical e na parte rítmica que vem das palavras. Situações intelectuais são criadas para favorecerem à aquisição de conhecimentos, sensibilidades e raciocínios mais elaborados, proporcionando o desenvolvimento de outros aspectos importantes como o senso estético, a criatividade, a coordenação motora e o raciocínio lógico.

Considerações finais
 A musicalização infantil não se propõe a ensinar o manuseio de um instrumento e sim criar um vínculo entre a criança e a música desenvolvendo assim seu gosto pela música, o que contribuirá para os aspectos de socialização, alfabetização, expressividade, inteligência, raciocínio lógico e matemático, percepção têmpero-espacial, coordenação motora, capacidade inventiva e imaginária, estética e tato fino.
              A musicalização tende a integrar a criança, porque quando ela canta ou dança junto com um grupo, além de se sentir integrada, compreende o fato de que os outros componentes do grupo possuem a mesma importância que ela e que a cooperação é necessária para possibilitar que os objetivos do grupo sejam alcançados. A prática da música em conjunto torna as crianças mais comunicativas e permite uma consciência mais ativa com as regras de socialização, passando a ter mais respeito pelo tempo e vontade do outro, pela percepção da importância da disciplina, potencializando sua capacidade de interagir e ouvir os argumentos alheios.
              A educação musical desenvolve na criança uma atitude positiva, capacitando-a mais para expressar e entender sentimentos de beleza de criações artísticas. Por meio da música a criança se torna criadora, satisfazendo-se, sentindo-se autora, o que é extremamente positivo para a autoestima.
              A arte na educação capacita a criança para criar, imaginar e reinventar seu mundo, aumentando seu nível de raciocínio e dando-lhe mais criatividade para resolver conflitos, problemas e dificuldades. A música tem seus valores estéticos e resgata o sentido da beleza, da harmonia, do belo, concomitantemente com o desenvolvimento do sentido da ética, que capacita para escolhas mais corretas do que pode ser bom para todos.
              Como vimos aqui, em todos os planos imagináveis na utilização da música dentro do ambiente escolar, alguns pontos positivos foram colocados, reafirmando a importância da utilização da música como ferramenta educacional em todos os níveis de escolaridade, porém salientando que nos primeiros anos da educação infantil os resultados podem ser mais profundos e marcantes, perdurando por toda a vida ativa dos futuros cidadãos em formação.
              Alguns cuidados devem ser respeitados para que o direcionamento da musicalização seja positivo e possa ser aproveitado em todas as disciplinas onde haja espaço para a criatividade tanto do educador quanto do educando, gerando frutos magníficos em vários aspectos educacionais.

Referências Bibliográficas:
JANNIBELLI, EMÍLI D’ANNIBALLE.A Musicalização na Escola. Rio deJaneiro. Poligráfica, 1980.

ZAMPRONHA, M. de L. S. Da Música: Seus usos e Recursos.São Paulo: Editora Unesp, 2002.
MARZULLO, Eliane; Musicalização nas Escolas, RJ: Vozes, 2001.
FARIA, J. de O. A Música no Desenvolvimento Humano: Um Caminho Possível naEducação. São Paulo, Centro Universitário Salesiano de São Paulo, 2001.
           
ANNUNZIATO, V. R, Jogando com os sons e brincando com a música II: Interagindocom a arte musical, São Paulo: Paulinas, 2001.

VEJA TAMBÉM:

Ideia Criativa®. Artigo publicado por Gi Carvalho em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Jogos e Brincadeiras para trabalhar o Projeto Natal na Escola

LIVE- Grupo Professores da Educação Infantil  sobre Jogos e Brincadeiras no Natal

Nesta LIVE mostrei algumas sugestões de jogos e brincadeiras para se utilizar em sala de aula dentro do Projeto Natal.
Jogos e Brincadeiras no Natal


Vejam o vídeo:




Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em . Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Sugestões de livros dentro da temática LIBRAS - Linguagem Brasileira de Sinais Portal do Mec

Breve reflexão sobre o tema ENEM 2017 e sugestões de livros dentro da temática LIBRAS.



           Diante do tão falado tema do ENEM  2017 "Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil" podemos perceber o quanto ainda necessitamos falar de inclusão da pessoa surda e o quanto o tema ainda é muito negligenciado nas escolas brasileiras.
      Libras é matéria dos cursos de Pedagogia, mas não entra na grade quando o assunto é Ensino Fundamental e Médio e ainda existem jovens que nunca tiveram contato direto com uma pessoa surda no espaço escolar ou pouco tiveram fora dele. O máximo que viram de LIBRAS foi algum vídeo da Xuxa na primeira infância ou a janelinha na televisão com o intérprete em alguma programa , o que não os levou a fazer maiores reflexões, sobretudo quando se trata de FORMAÇÃO EDUCACIONAL E SEUS DESAFIOS. 

Breve reflexão sobre o tema ENEM 2017 e sugestões de livros dentro da temática LIBRAS.

          Falamos muito da necessidade de se dominar o inglês, espanhol, etc... Mas LIBRAS ( nossa segunda língua oficial) é ainda muito negligenciada.
               Um dos grandes desafios para a formação educacional do surdo neste país ( dentro de meu entendimento) é encontrar professores capacitados para o ensino. Professores preparados para lidar com o estudante surdo. Em geral temos "simpatizantes" de LIBRAS que buscam formação continuada, mas uma grande maioria só leu sobre o tema quando ele foi matéria nas universidades, e isso não é um segredo para ninguém que atua em educação e que participa de formações todo ano. O foco não é na inclusão, a menos que o tema seja específico.
        Discussões a parte sobre se o tema foi apropriado para alunos de ensino médio ou não é preciso pensar em como ele nos atingiu enquanto educadores e assim buscar formas de não apenas acolher a pessoa surda, mas entender suas especificidades e fazer com que os demais alunos possam também compreendê-las, e isso se faz estudando, se aprofundando no assunto.
     É certo que se o tema fosse dado para muitos colegas que atuam na área assim em um exame muitos focariam no senso comum, se pautariam no achismo e fugiriam do aspecto técnico da proposta. 
            Estive pesquisando e encontrei excelentes sugestões para leitura no site do MEC . Deixo 
abaixo:


Atividades Ilustradas em Sinais de Libras
Libras? Que língua é essa?
Intérprete de Libras em atuação na Educação Infantil e no Ensino
Libras – Língua Brasileira de Sinais – A Imagem do Pensamento – Volume 1
ABC em Libras
Surdos & Inclusão Educacional
Educação de Surdos: a aquisição da linguagem
Cidadania, Surdez e Linguagem
Linguagem, Surdez e Educação
Surdez e Linguagem

         No Google Books temos tb o livro "Educação de Surdos: A Aquisição da Linguagem" de Ronice Müller de Quadro que deixo abaixo para leitura parcial.


           Vamos falar sobre Educação de Surdos, vamos nos aprofundar no tema, vamos lutar para que Libras seja uma das disciplinas da grade no Ensino Fundamental e Médio e quem sabe lá adiante tenhamos alunos mais preparados para falarem de um tema tão importante.

Ideia Criativa®. Artigo criado por Gi Barbosa em06. Atividades pedagógicas para Educação Infantil Atividades e planos de aula para professores da Educação Infantil. Classificação: 5

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Aprenda facilmente a tocar no violão as músicas utilizadas em sala de aula.

ACADEMIA VIRTUAL DE VIOLÃO


Está à sua disposição mais uma ferramenta de musicalização infantil excelente.
            Aprenda facilmente a tocar no violão as músicas utilizadas em sala de aula.

Aprenda facilmente a tocar no violão as músicas utilizadas em sala de aula.


             O curso possui livro e apostila em PDF e um site (Ambiente de Estudo) com 70 vídeos tutoriais divididos em 12 lições (33 músicas), para você possa ler, aprender, ver, imitar os movimentos e tocar junto com os vídeos preparados especialmente para quem nunca tocou violão antes.         

Material de fácil assimilação. É muito fácil e rápido. Já na LIÇÃO 4 você estará tocando.

         Aumente o nível de concentração e diminua a agitação e o estress dos alunos tocando violão ao vivo em sala de aula, promovendo maior integração através da musicalização infantil (pesquisas indicam aumento de 86 pontos no desenvolvimento cognitivo e têmperoespacial de crianças musicalizadas).

Dê um plus à sua alma, tocando e cantando com seus alunos.
Visite  AGORA O SITE ACADEMIA DE VIOLÃO e veja como funciona.

                                                                                                                                                  Preço R$ 130,00             
                                                                          
                                                                                                           Aceita cartões e boleto.

CURTA AGORA  A PÁGINA ACADEMIA DO VIOLÃO NO FACEBOOK

CONTATO: editorarcr@avv1.com.br


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Pesquisa Ideia Criativa mais de 20.000 sugestões

Esta é a forma mais fácil de encontrar o que você procura neste site.
Basta digitar a palavra e pesquisar!
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