segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Como surgem as brincadeiras das crianças?

      O texto abaixo é um fragmento do artigo "O Adulto, a Criança e a Brincadeira" , autoria de 
Elizabeth Times Doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília (UnB) e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB). Gabriela Tunes Mestre em Ecologia pela Universidade de Brasília (UnB)

Como surgem as brincadeiras das crianças? 


     Historicamente, o faz-de-conta emerge num momento social específico, quando muda a posição da criança na sociedade. A criança, evidentemente, sempre fez parte da sociedade mas a sua posição e o seu estatuto, muda, no curso da história, como aponta Elkonin (1972): 

 "O Adulto, a Criança e a Brincadeira"
Imagem sob licença de Mycute Graphics

Nos primeiros estágios de desenvolvimento da espécie humana, o elo entre a criança e a sociedade era direto e imediato - desde os anos mais remotos, as crianças viviam uma vida em comum com os adultos. O desenvolvimento da criança no âmbito dessa vida comum era um processo unificado e integral. A criança constituía uma parte orgânica das forças produtivas combinadas da sociedade, e sua participa- ção nesta era limitada apenas pelas suas capacidades físicas. 
A medida que os meios de produção e as relações sociais tornaram-se mais complexos, o elo entre a criança e a sociedade mudou: tal elo, anteriormente direto, passou a ser mediado pela educação e normas de criação. (...) No processo de desenvolvimento social, as funções da educação e criação tornaram-se, cada vez mais, uma responsabilidade da família que, por sua vez, constituiu-se como uma unidade econômica independente. Ao mesmo tempo, os laços entre a família e a sociedade tornaram-se, cada vez mais, indiretos. O conjunto de relações caracterizadoras da "criança na sociedade" foi, assim, obscurecido e dissimulado pelo sistema de relações "criança-família" e, dentro desta, pelas relações "a criança e o indivíduo adulto" 


     Ariès (1978) apresenta-nos uma série de evidências históricas a respeito dessas mudanças no estatuto da infância na sociedade. Afirma que, na sociedade medieval, não existia o sentimento da infância, sentimento este definido como "consciência da particularidade infantil [...] particularidade que distingue essencialmente a criança do adulto, mesmo jovem" (p. 156). Não existia, pois, essa espécie de consciência coletiva do sentimento de infância, o que não quer dizer que as pessoas não dedicassem afeição às crianças: "A maneira de ser das crianças deve ler sempre parecido encantadora às mães e às amas, mas esse sentimento pertencia ao vasto domínio dos sentimentos não expressos" (p. 158). Daí porque, tão logo a criança tivesse condições de independer dos cuidados de sua mãe, imergia-se entre os adultos e em suas atividades e deles não mais se distinguia.

     A consciência coletiva acerca da infância, ou o conceito, propriamente dito, de infância desencadeia-se com a emergência de dois sentimentos em relação à criança, que se conjugam nas suas próprias contradições, conforme permite-nos pensar Ariès. De um lado, o reconhecimento do prazer provocado pelas maneiras das crianças pequenas, sentimento esse que ele denomina de "paparicação". De outro lado, e em decorrência daquele, a expressão de um desprazer, de uma irritação e até mesmo de hostilidade, muito bem ilustrada nas palavras de Montaigne, citadas por Ariès (1978, p. 159):

Não posso conceber essa paixão que faz com que as pessoas beijem as crianças recém-nascidas, que não têm ainda nem movimento na alma, nem forma reconhecível no corpo pela qual se possam tornar amáveis, e nunca permiti de boa vontade que elas fossem alimentadas na minha frente.

       Tanto a paparicação quanto a irritação eram sentimentos novos que começaram a surgir ao final do século 16 e, principalmente, no decorrer do século 17, e é de suas contradições que se passa a entender como não mais desejável "que as crianças se misturassem com os adultos, especialmente na mesa - sem dúvida porque essa mistura permitia que fossem mimadas e se tornassem mal-educadas" (Ariès, 1978, p. 161). Vale realçar: separar é distinguir; é conceituar. É, assim, na separação conceitual e física de um ser pequeno (criança) de um ser maior (adulto) que, também, começa a esboçar-se a idéia que hoje temos de jogos e brincadeiras tipicamente infantis.

Imersa no mundo dos adultos, ainda no início do século 17, a criança participava com vigor de todas as suas atividades: danças, jogos, brincadeiras, festas sazonais coletivas, trabalho, espetáculos musicais, teatro. Não eram apenas espectadores: tinham papéis e lugares importantes definidos. Aquela época, apenas às crianças bem pequeninas reservava-se alguma especialização nas brincadeiras (por exemplo, o cavalo de pau, o catavento), o que, por certo, não foi sempre assim (ibidem). Para citar alguns exemplos, crianças participavam, ativamente, junto com os adultos, de brigas de galo, de representações dramáticas; freqüentavam tavernas e bordéis; apostavam e jogavam a dinheiro (há registro deste costume de apostar até 1830, em escolas públicas inglesas). Os adultos, por sua vez, também realizavam, com seus pares ou com crianças, brincadeiras que, hoje, vemos como puramente infantis: esconde-esconde, cabra-cega, berlinda, entre inúmeras outras. Conforme salienta Ariès (1978), os divertimentos dos adultos não eram menos infantis que os das crianças, pois eram os mesmos. Até os brinquedos construídos como representação, em miniatura, de objetos e pessoas da vida cotidiana eram tanto destinados aos adultos quanto às crianças. Não é outra a origem do que chamamos bibelô e que, hoje, usamos como elemento de decoração em nossas casas: o bibelô antigo era um brinquedo destinado a um mesmo corpo social que, na atualidade, decompomos em criança e adulto. Em meados do século 20, ainda era possível constatar-se o costume de se agraciar noivas, já em preparação para o seu casamento, com bonecas vestidas e enfeitadas de maneira sofisticada. Muitas dessas noivas carregavam-nas para seus quartos conjugais onde permaneciam por muito tempo como um elemento decorativo. Esta prática parece ser a resultante de um costume que data do século 16, em que as bonecas serviam às mulheres elegantes como manequim de moda. Uma curiosidade interessante para destaque a respeito da boneca é que, nos anos de 1600, tanto meninas como meninos brincavam com ela.

Como surgem as brincadeiras das crianças?
Imagem sob licença de Mycute Graphics

        Em síntese, o que a análise e a interpretação históricas revelam é que "por volta de 1600, a especialização das brincadeiras atingia apenas a primeira infância; depois dos 3 ou 4 anos, ela se atenuava e desaparecia. A partir dessa idade, a criança jogava os mesmos jogos e participava das mesmas brincadeiras dos adultos, quer entre crianças, quer misturada aos adultos" (Ariès, 1978, p. 92; grifos do original). Todavia, com o decorrer do tempo, jogos e brincadeiras, muitas vezes oriundos da própria corte, vão sendo transformados ou até mesmo abandonados, deixando-se as crianças, de um modo geral, e adultos de classes populares como seus repositórios. Ariès descreve com algum detalhe a evolução de algumas brincadeiras, especialmente a dos jogos "a valer" (com apostas em dinheiro), para concluir que:

     Em cada caso, a mesma evolução se repete monotonamente. E nos conduz a uma conclusão importante. Partimos de um estado social em que os mesmos jogos e brincadeiras eram comuns a todas as idades e a todas as classes. O fenômeno que se deve sublinhar é o abandono desses jogos pelos adultos das classes sociais superiores e, simultaneamente, sua sobrevivência entre o povo e as crianças dessas classes dominantes. É verdade que na Inglaterra os fidalgos não abandonaram, como na França, os velhos jogos, mas os transformaram, e foi sob formas modernas e irreconhecíveis que esses jogos foram adotados pela burguesia e pelo "esporte" do século 19. E notável que a antiga comunidade dos jogos se tenha rompido ao mesmo tempo entre as crianças e os adultos e entre o povo e a burguesia. Essa coincidência nos permite entrever desde já uma relação entre o sentimento da infância e o sentimento de classe (Ariès, 1978, p. 124).

     Do que foi exposto até aqui, importa destacar que, contemporaneamente, o que nos aparece como uma atividade tipicamente infantil, realizada entre crianças ou, individualmente, por uma criança, no passado, foi uma atividade coletiva, desenvolvida por adultos e crianças que constituíam, indistintamente, um único corpo social. A especialização ou tipificação das brincadeiras como infantis é, na verdade, uma das manifestações concretas da emergência e evolução histórica do conceito de infância. Daí porque estudar a atividade de brincar, além de permitir alguma compreensão sobre a transição do biológico para o cultural, como já se disse, conduz-nos, também, a um entendimento sobre processos de mudança e transformação das nossas formas culturais de comportamento. Como tal, a atividade de brincar aparece diante de nossos olhos como um microcosmo da cultura, uma unidade de análise e interpretação históricas, que nos possibilita desvendar, pelos vestígios que contém, formas arcaicas de nossos modos de pensar e agir.

LEIA AGORA ARTIGO COMPLETO NO LIVRO de DOMÍNIO PÚBLICO - Educação infantil: a creche, um bom começo 


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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Carimbando com letras Atividade material concreto Educação Infantil

Atividade com alfabeto móvel e massinha 

Excelente atividade de carimbagem para o trabalho com o desenvolvimento da coordenação motora fina e reconhecimento das letras que formam o nome próprio.
Veja agora os benefícios do uso da massinha de modelar 
Atividade com alfabeto móvel e massinha
Como realizar esta atividade:


  1. Ofereça para cada criança letras móveis e um pedaço de massinha de modelar em sua cor predileta.
  2. Peça que com ajuda do crachá encontre as letras que formam seu nome
  3. Solicite que espalhem a massinha na mesa 
  4. Convide-os a formarem seus nomes na massinha
  5. Por fim peça que cada um remova as letrinhas com cuidado e vejam o resultado final 

Eles vão amar!
Como podem ver é uma atividade simples e muito divertida com recursos baratinhos.

Veja abaixo receitas de massinhas de modelar.




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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Atividade com material concreto para trabalhar reconhecimento das letras

Jogo pedagógico Caça-letras

Este é um jogo pedagógico muito interessante para turmas de Educação Infantil Final ou Alfabetização Inicial.
Trabalhamos discriminação visual , reconhecimento das letras, número e quantidade com letras móveis e baralhos de letras e numerais.
Jogo pedagógico Caça-letras

Veja como jogar no vídeo abaixo:

Os imprimíveis estão disponíveis na área de assinantes Ideia Criativa. Quem quiser assinar o DRIVE ou comprar os imprimíveis me contate pelo Zap 75 9 9151 3922



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sábado, 7 de outubro de 2017

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E.M Constantino Michaello Conde Irmã Dolores

Exposição de brinquedos e afins confeccionados por pais e alunos do infantil IV e IV.

Nas palavras da equipe da E.M Constantino Michaello Conde Irmã Dolores 
Foi realizada reunião de pais e sugerido que eles construíssem brinquedos com sucata no intuito de promover interação e resgatar o convívio.
Os pais realizaram pesquisas na Internet, ficaram ansiosos e  na hora da entrega o orgulho no rosto das crianças era impressionante
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Seguem as fotos da exposição que envolveu o trabalho de toda equipe, alunos e pais de alunos.
 Olha que barco perfeito!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 A bicicleta de material reciclável que virou caqueiro.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Este boneco é espetacular, né?
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Teve caminhão de papelão e carrinho de garrafa pet

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

 Olha que criativa esta casinha no galão de água.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Casinha e castelos de papelão- Um luxo!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

 Olha a jarra e as xícaras de material reciclável. Não são uma gracinha?

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 E este elefantinho, então... Amei!

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Um Bob esponja que salta os olhos... Deu vontade de fazer um igual.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Fogões super fofos de caixas de papelão, cds e tampas de garrafa pet.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Foca a cuba da pia... Criativo, hein!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 E a geladeira... Olha os puxadores que tudo!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Esta girafa é apaixonante... Mega criativo.
É trabalho da auxiliar Luciene esta maravilha.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Olha só os olhos desse jacaré como ficaram perfeitinhos.
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Jogos de material reciclável não podem faltar numa exposição de sucata, né?
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 E vejam só que tudo as latas de lixo
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Este microondas ficou um espetáculo
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Esquentando o leite rsrs
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Este moinho de vento me deixou encantada!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Olha só que ovelhinha linda!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores

E este robô é o máximo!

Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar E Irmã Dolores
 Olha só o sofá e a boneca de rolo de papel.

As tartaruguinhas lindonas
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar
A tv com controle remoto
 E a Cucaaaaa.... Sério... apaixonei na Cuca!!!


Eu amei a exposição da E.M Constantino Michaello Conde Irmã Dolores 
Reciclar e brincar é mesmo preciso!
Exposição de Sucata Projeto Reciclar e Brincar

 Um grande abraço da equipe ideia criativa à equipe da escola que nos cedeu tão gentilmente as fotos da exposição que certamente vai inspirar outras escolas.
Adoro esta equipe

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sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Bolha de Sabão com rótulo personalizado para o Dia das Crianças

Lembrancinha Dia das Crianças

Olá colegas!
Hoje preparamos rótulos para personalização de brinquedo "BOLHINHAS DE SABÃO".
Temos um modelo com menininho e outro com menininha.

Você pode baixar cá mesmo no site.
Bolha de Sabão com rótulo personalizado para o Dia das Crianças

Depois de dar o presente aos pequeninos que tal brincarem juntos ao som da Música BOLINHA DE SABÃO? Eles vão amar!


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quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Flash Cards "ERA UMA BRUXA BOAZINHA" para trabalhar letras do Alfabeto temática Halloween

Jogo pareamento de letras temática Halloween

Olá colegas!

Hoje estamos disponibilizando flash cards da história "Era uma bruxa boazinha" para trabalhar o reconhecimento das letras do alfabeto.
Você pode baixar em PDF AGORA OS FLASH CARDS BRUXA BOAZINHA 
Flash Cards para trabalhar letras do Alfabeto temática Halloween
A história Bruxa Boazinha você pode ver no vídeo abaixo:




 Temos um caderno de atividades da história ... Quem quiser adquirir só me chamar no Whats app 75 99151 3922
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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Resumo e Vídeo Sobre a Declaração Universal dos Direitos das Crianças

Declaração Universal dos Direitos das Crianças

No dia 20 de Novembro de 1959 foi aprovado por unanimidade na Assembléia Geral da ONU ( Organização das Nações Unidas) , o texto que dispõe sobre os direitos universais das crianças.
No documento que ficou conhecido como Declaração Universal dos Direitos das Crianças constam 10 princípios que orientam todos os países do mundo a respeitarem os direitos dos infantes.

Resumo e Vídeo Sobre a Declaração Universal dos Direitos das Crianças

Abaixo deixamos um resumo da Declaração dos Direitos Universais das Crianças


Declaração Universal dos Direitos das Crianças

A 20 de Novembro de 1959, em reunião desta Assembléia e aprovada, passa a vigorar a seguinte declaração:
Toda criança tem Direitos
Princípio I - À igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.
Princípio II - Direito a especial proteção para o seu desenvolvimento físico, mental e social.
Princípio III - Direito a um nome e a uma nacionalidade.
Princípio IV - Direito à alimentação, moradia e assistência médica adequadas para a criança e a mãe
Princípio V - Direito à educação e a cuidados especiais para a criança física ou mentalmente deficiente.
Princípio VI - Direito ao amor e à compreensão por parte dos pais e da sociedade
Princípio VII - Direito à educação gratuita e ao lazer infantil.
Princípio VIII - Direito a ser socorrido em primeiro lugar, em caso de catástrofes.
Princípio IX - Direito a ser protegido contra o abandono e a exploração no trabalho.
Princípio X - Direito a crescer dentro de um espírito de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
Este vídeo do Canal Bellinha a Ovelhinha é excelente como informativo aos pequeninos sobre os seus direitos. 


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domingo, 1 de outubro de 2017

Atividades Chapeuzinho Vermelho - Formas Geométricas, coordenação motora, contagem e registro

3 Atividades para trabalhar formas geométricas, coordenação motora, contagem e registro em turmas de Educação Infantil Final

Montamos esta série com 3 atividades de registro baseadas no clássico Chapeuzinho Vermelho. Esperamos que sejam úteis
3 Atividades para trabalhar formas geométricas, coordenação motora, contagem e registro em turmas de Educação Infantil Final



3 Atividades para trabalhar formas geométricas, coordenação motora, contagem e registro em turmas de Educação Infantil Final
3 Atividades para trabalhar formas geométricas, coordenação motora, contagem e registro em turmas de Educação Infantil Final

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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Como Ajudar Qualquer Criança a LER e ESCREVER rapidamente.

Conheça a Alfabetização Multissensorial Pelo Método das Boquinhas. Mais de 800.000 crianças já foram beneficiadas.

Por Carla Silva
      Todos nós professores, já passamos pela frustração de não conseguir fazer com que todos os alunos absorvam o conteúdo de uma maneira satisfatória, pelo menos na minha prática como professora, no início da minha carreira, eu sofri muito por ser obrigada a reprovar alunos que simplesmente não conseguiam acompanhar a turma.

      Isso seria normal? Até certo ponto sim. Contudo, quando a porcentagem de alunos com dificuldades em aprender um conteúdo fundamental, como a aquisição de leitura e escrita, é alto, precisamos investigar onde está o erro, se é do aluno que tem alguma necessidade cognitiva e não consegue aprender, ou uma falha no processo que está sendo utilizado para ensinar, ou seja, uma metodologia ineficaz.

      Foi através de muita pesquisa para entender por que eu conseguia alfabetizar alguns alunos e outros não, que eu conheci o Método das Boquinhas e fiquei apaixonada pela Alfabetização Multissensorial.
”Oficina


EU NÃO ESTAVA ENSINANDO DA MANEIRA QUE O CÉREBRO DOS ALUNOS APRENDE.

Já sabemos que o Cérebro humano aprende de formas diferentes, e que algumas pessoas são mais auditivas, outras visuais e sensitivas, assim, seria muito bom se levássemos em conta essa diversidade na hora de ensinar e se os professores tivessem o domínio de ferramentas multissensoriais, para que alcançassem o Cérebro de seus alunos da maneira correta para obter melhores resultados em um curto espaço de tempo.

Eu percebi que a metodologia que eu estava usando para ensinar meus alunos, não priorizava a forma que o Cérebro humano aprende, os meus resultados mudaram completamente quando comecei a entender o que deveria ser feito para que todos os alunos fossem alfabetizados de uma maneira rápida, prática, sem o uso de repetições e forma Multissensorial, ou seja, eu usava várias entradas NEUROPSICOLÓGICAS de aprendizagem, assim, os alunos podiam aprender através dos canais visuais, auditivos, sinestésicos e na maioria das vezes, 100% da turma era alcançada.

Por se tratar de um Método Multissensorial, tem um alcance Eficaz na aprendizagem da maioria dos alunos, inclusive os que possuem alguma necessidade especial, como Dislexia, Autismo, Síndrome de Down, Deficiência Intelectual, etc.

Temos Resultados fantásticos comprovados cientificamente através de pesquisas desenvolvidas até mesmo fora do país, pois descobrimos como ensinar da maneira correta para que o Cérebro aprenda melhor.
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO E OUTROS NO CANAL DA CARLA SILVA NO YOUTUBE.



Se você gostou e deseja trabalhar com o Método das Boquinhas, acesse o site OFICINA DA INTELIGÊNCIA e capacite-se o quanto antes,os resultados vão aparecer rapidamente.

Temos cursos de Capacitação em todos os estados do Brasil e também cursos online. Acesse nosso site 
Curta nossas Página no Face book 


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sábado, 23 de setembro de 2017

Como estimular bebês nas diversas fases do Período Sensório-motor

Estimulação de bebês 0 a 2 anos


      Para Piaget o desenvolvimento intelectual do ser humano acontece através de 4 períodos que ele denomina estágios. São eles:

Sensório-motor-  0 a 2 anos
Pré-operacional - 2 a 7 anos
Operacional concreto-  7 a 11 ou 12
Operacional formal- a partir dos 12 anos

Neste post trataremos do período Sensório- motor ( 0 a 2 anos) e deixaremos dicas de como trabalhar com a estimulação de bebês nesta fase.
Como estimular bebês nas diversas fases do Período Sensório-motor

         Nas palavras de Márcia Regina Terra no artigo O desenvolvimento Humano na Teoria de Piaget:

Período Sensório-motor (0 a 2 anos): segundo La Taille (2003), Piaget usa a expressão "a passagem do caos ao cosmo" para traduzir o que o estudo sobre a construção do real descreve e explica. De acordo com a tese piagetiana, "a criança nasce em um universo para ela caótico, habitado por objetos evanescentes (que desapareceriam uma vez fora do campo da percepção), com tempo e espaço subjetivamente sentidos, e causalidade reduzida ao poder das ações, em uma forma de onipotência" (id ibid). No recém nascido, portanto, as funções mentais limitam-se ao exercício dos aparelhos reflexos inatos. Assim sendo, o universo que circunda a criança é conquistado mediante a percepção e os movimentos (como a sucção, o movimento dos olhos, por exemplo).

                 Progressivamente, a criança vai aperfeiçoando tais movimentos reflexos e adquirindo habilidades e chega ao final do período sensório-motor já se concebendo dentro de um cosmo "com objetos, tempo, espaço, causalidade objetivados e solidários, entre os quais situa a si mesma como um objeto específico, agente e paciente dos eventos que nele ocorrem" (id ibid). FONTE: O DESENVOLVIMENTO HUMANO NA TEORIA DE PIAGET

Agora que já temos a definição do período Sensório-motor, vamos ver algumas atividades que podem ser realizadas neste período para melhor desenvolvimento dos bebês.

Como estimular o bebê no primeiro mês de vida?
  • Realizar massagens ;
  • Conversar;
  • Cantar e/ou colocar músicas suaves para tocar;
  • Pendurar móbiles para que possa observar;
  • Tocar o rosto e os lábios suavemente;
  • Pendurar objetos coloridos no berço;
  • Movimentar objetos lateralmente quando estiver com o bebê no colo;
  • Ajudar o bebê a colocar o pé na boca;
  • Balançar chocalhos.

Como estimular o bebê entre um e quatro meses de vida?
  • Oferecer materiais de  diversas cores, formas e texturas
  • Colocar o bebê de bruços com objetos coloridos em ambos os lados
  • Deslocar um chocalho de um lado para o outro do corpo do bebê;
  • Com o bebê deitado de costas , segurar seu pulso e ajudá-lo a bater palminhas cantando suavemente;
  • Movimentar objetos coloridos e conversar bastante com o bebê.

Como estimular o bebê entre entre quatro e oito meses de vida?


  • Fazer uso de móbiles de chutar;
  • Amarrar um guizo na pulseira do bebê;
  • Colocar o bebê de barriga para cima e deixar do lado um brinquedo que ele se interesse para que tente virar-se para pegá-lo;
  • Oferecer colher de pau e tigelas para que aprenda a bater e produzir som;
  • Rolar na frente do bebê uma bola para frente e para trás;
  • Esconder objetos e mostrá-los em seguida;
  • Colocar o bebê para mirar-se no espelho , tirando-o e colocando novamente
  • Colocar os objetos preferidos do bebê a uma distância em que ele tente conseguir alcançá-lo ajudando assim o bebê a engatinhar
  • Colocar a mão do bebê na sua boca enquanto balbucia;
  • Passear com o bebê ao ar livre e mostrar as árvores, flores, brinquedos de um parque, etc.
  • Sentar o bebê nos seus joelhos e e dar pequenos saltos;
  • Sentar o bebê numa bola de pilates e fazer movimentos circulares e laterais;
  • Oferecer ao bebê objetos sonoros;
  • Cobrir e descobrir o bebê com uma manta fina;
  • Balancar tecidos em cima do bebê para que tente pegá-los
Como estimular o bebê entre entre  oito  e doze meses de vida?


  • Incentivar o bebê a bater palmas;
  • Contar histórias curtas;
  • Realizar atividades de pintura;
  • Fazer caretas e estimulá-lo a imitar;
  • Mostrar objetos e dizer o nome deles;
  • Colocar objetos em cima de mesinhas para que o bebê tente alcançá-los;
  • Oferecer blocos de montar ou copos de diferentes tamanhos para que os encaixe.
Como estimular o bebê entre doze  e dezoito meses de vida?


  • Deixar que o bebê brinque na areia;
  • Oferecer diferentes instrumentos musicais
  • Oferecer quebra-cabeças simples;
  • Realizar atividades sensoriais oferecendo objetos de diferentes texturas;
  • Colocar macarrões "parafuso" em uma vasilha e estimular o bebê a transferi-los para outra;
  • Estimular o bebê a ficar de pé e agachar;
  • Pedir que o bebê  pegue objetos de suas mãos;
  • Encorajar o bebê a entrar em caixas;
  • Ofereça gizão de dera  e colocar o bebê cima de um papel para que rabisque;
  • Oferecer blocos e ensinar o bebê a empilhar;
  • Oferecer objetos de sopro.
Como estimular o bebê entre  dezoito e vinte e quatro meses de vida?
  • Estimular a comunicação oferecendo telefones e brincando de conversar;
  • Promover momentos em que a criança possa dançar , pular e saltar;
  • Criar obstáculos para que possa atravessá-los;
  • Criar jogos em que a criança nomeie partes de seu corpo; 
  • Animar o bebê a chutar uma bola
  • Brincar com o bebê no parque;
  • Ensinar o bebê a utilizar diferentes ferramentas tais como: Usar a pá para colocar areia num baldinho ou colocar água da jarra em um copo;
  • Deixar que pinte usando os dedos;
  • Brincar com massinha de modelar
  • Oferecer diferentes brinquedos e deixar que brinque de faz-de-conta;
  • Imitar sons de animais, carros, etc;
  • Oferecer fantoches para que possa interagir e brincar;
  • Animar o bebê colocar objetos dentro de recipientes e retirá-los
FONTES DE PESQUISA:

Canal Lilymom.com  - Acesso em 22/09/2017 
JACOB, S. H .Estimulando a Mente de seu bebê. São paulo: Madras, 2005


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